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Templo de Salomão é relacionado em buscas por "anticristo" no Google Maps
28/07/2016 19:33 em Tecnologia

Buscas pelo termo no serviço de mapeamento do Google redirecionam para o endereço da sede da Igreja Universal do Reino de Deus no Brás, em SP.

Os internautas que procuram a palavra "anticristo" no buscador do Google Maps são automaticamente direcionados a um estranho resultado: o Templo de Salomão, da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), localizado no Brás, na região central da capital paulista.

O endereço fornecido pelo Google (Avenida Celso Garcia, 605) corresponde ao do Templo de Salomão, inaugurado em julho de 2014. Procurados, o Google e a Igreja Universal ainda não se manifestaram a respeito do episódio.

Imagem aérea do Templo de Salomão, localizado no Brás, na região central de São Paulo

Divulgação

Imagem aérea do Templo de Salomão, localizado no Brás, na região central de São Paulo

Com 100 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 35 mil metros quadrados, o Templo de Salomão é considerado o maior do País e tem capacidade para 10 mil pessoas, além de dispor de 1,2 mil vagas de estacionamento.

No Twitter, internautas comentaram e ironizaram a busca. Muitos usuários da rede social brincaram com o fato alegando que o resultado da busca seria uma "mensagem subliminar".

O templo

A construção do centro religioso, inaugurado com pompa, com a presença de governadores e até mesmo da hoje presidente afastada Dilma Rousseff, envolveu diversas polêmicas. Em julho de 2014, uma investigação do Ministério Público estadual levantou a hipótese, após depoimentos de funcionários da construção, de que a obra havia sido feita em área com solo contaminado – parte do material teria sido despejado no terreno da USP Leste. Tanto a Prefeitura quanto a Igreja Universal afirmam que esse ponto já foi esclarecido, descartando a acusação.

Passada essa etapa das polêmicas envolvendo o templo, a promotoria passou a pressionar a igreja por várias melhorias no entorno do prédio, como a instalação de semáforos e rebaixamento de guias exigidos pela Secretaria Municipal de Transportes para compensar os impactos gerados pelo edifício à mobilidade da região. Após um ano de tratativas, a medida foi solucionada no final de agosto do ano passado, depois de o órgão emitir o Termo de Recebimento e Aceitação de Obras e Serviços (Trad), também necessário para a regularização definitiva.

Um ano após a inauguração, o Templo de Salomão ainda funcionava com alvará provisório. A licença temporária foi renovada ao menos três vezes pela Prefeitura de São Paulo.

Com informações do Estadão Conteúdo

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